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05 December 2010 - 23:58
Fim-de-semana vinícola nas Pousadas de Portugal
Palácio de Freixo – Vinhos do Douro e Porto
Decorreu no fim-de-semana de 27
de Novembro no Palácio
do Freixo das Pousadas
de Portugal mais um fim-de-semana vinícola sobre o tema Vinhos do Douro e
do Porto.  Organizado pelas Pousadas
de Portugal em conjunto com a Confraria dos Aromas do meu
amigo Tomás Caldeira Cabral, o programa decorreu no Sábado, começando por uma
visita às Caves
Ferreira da parte da manhã, almoço livre, visita às Caves Croft da parte da
tarde, seguida do curso de iniciação à prova de vinhos, com prova de vários
vinhos do Porto, finalmente o jantar de convívio acompanhado com vinhos do
Douro e do Porto na sobremesa.
A visita às Caves de Ferreira
em Gaia, foi uma agradável surpresa para mim, porque tenho uma adoração
especial pela Ferreira, a começar pela lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira,
a visita está muito bem organizada e acompanhada pelo guia de forma muito
profissional e interessante, a disposição da visita está espectacular, cheira a
história por todo o lado, desde logo a entrada inicial, passando depois a uma
sala repleta de preciosidades, tendo com base uma fotografia da grande senhora,
Dona
Antónia Adelaide Ferreira, com uma vitrina onde estão alguns dos seus
objectos pessoais, um marco duma feitoria, e um quadro de apoio com o Douro,
onde o guia faz uma introdução inicial à história da Ferreira.
 Passamos depois pelos diversos
armazéns onde estão guardados os diversos tipos de vinhos do Porto, explicados
pelo guia.

Antes de chegarmos a uma
maravilhosa sala de exposição sobre a produção do vinho do Porto, somos
conduzidos por corredores onde nas paredes estão os diversos tipos de vinhos de
Porto produzidos pela Ferreira, assim como uma cave onde estão guardados vários
Vintage antigos da Ferreira.

Na sala final de exposição de
artefactos relacionados com a Ferreira e a produção de vinho do Porto, podemos
encontrar réplicas de carroças que transportavam as barricas, as antigas
ferramentas de trabalho utilizadas no Douro, fotografias antigas do trabalho
árduo das vindimas e produção do vinho, utensílios utilizados no controlo do
vinho, como pesa mostos antigos, antigas medidas, ou seja, um autêntico museu
vivo do Douro, muito agradável e muito cuidado, é claro que para um apaixonado
pelo Douro e dos vinhos do Porto foi ouro sobre azul.

De seguida fomos conduzidos à sala
de prova, mais uma vez decorada com muita atenção e pormenores deliciosos sobre
a temática, com um imponente painel de fundo em azulejo com a imagem da Dona
Antónia, onde nos foram dados a provar um Ruby e um vinho branco da Ferreira,
aproveitou o formador Tomás Caldeira Cabral, para nos dar algumas interessantes
explicações sobre a história do vinho do Porto, com a sua habitual eloquência e
conhecimento profundo sobre o assunto.

De seguida, antes de acabar a
visita, passamos pela loja da Ferreira onde podem ser adquiridos os vários
tipos de vinhos da Ferreira, recordações de todo o tipo, numa loja muito bonita
e cativante, com uma excelente disposição de vitrinas. É claro que aproveitei a
ocasião e comprei o Ferreira
Vintage de 2007, para a minha colecção pessoal.

Conclusão, aconselho vivamente a todos a visitarem estas Caves da Ferreira,
não vão dar o tempo como perdido, e vão sair a perceber muito mais da história
destas caves, do Douro e do vinho do Porto.
O almoço foi livre; eu e a minha
família, almoçamos no Cais de Gaia, no restaurante Casa Adão, comemos um
excelente arroz de feijão com filetes de polvo frito.
A parte da tarde começou com uma
visita às Caves Croft,
tendo como entrada a prova dum branco Croft, numa sala imponente com muita
história sobre a Croft, onde permanecemos antes de começar a visita
propriamente dita. Passámos depois à visita acompanhados por uma guia muito simpática,
onde podemos ver as Caves da
Croft, todo o armazenamento dos seus diversos tipos de vinhos, e explicação
sobre as suas quintas, finalizando com a prova dum Ruby Reserva novamente na
sala de entrada, onde pudemos também comprar os vinhos da Croft e diversas recordações,
uma visita também muito agradável.

Já na Pousada do Palácio
do Freixo, começou então o curso de Vinhos do Porto e do Douro, onde mais
uma vez o formador Tomás Caldeira Cabral conseguiu a atenção de todos os
participantes, com toda a sua versatilidade e experiência sobre o assunto; para
além de todas as explicações sobre a prova de vinhos, foram abordados diversos
temas como a história do Douro, as quintas, o sistema de atribuição de letras,
as castas, o terroir, foram também provados os seguintes vinhos:

Churchill Dry White

Croft 10 years Tawny
 Taylor’s LBV 2004
 Churchill LBV 2003 Unfiltered

Fonseca Vintage 2008 Quinta do Panascal
 Churchill Vintage 1991
.
O curso foi muito interessante e
didáctico, onde o tempo passou rapidamente sem darmos por ele, e onde tivemos a
possibilidade de provar cada vinho, comparar as nossas notas de provas com as
do formador, de modo a aprendermos e a acumular experiência na prova de vinhos,
só tenho pena de este ter sido o último da série feita pelas Pousadas
de Portugal, espero que possam haver mais sessões sobre o assunto.

Finalmente o jantar, servido numa
sala do Palácio acolhedora, com todo o profissionalismo habitual na arte de
servir das Pousadas
de Portugal, e com os devidos esclarecimentos sobre os vinhos servidos ao
jantar, feitos pelo Tomás Caldeira Cabral, nomeadamente, o Azeo branco, Quinta
da Gricha da Churcill’s e um Quinta do Crasto Vinhas Velhas, na sobremesa, é
claro o Churchill
Vintage 1991 que sobrou da prova, o menu foi composto pelo seguinte:
Creme de alheira, com seu
croquete e salsa frita;
Bacalhau lascado com crosta de
castanhas e emulsão de pimentos com chamussa de grelos em esparregado;
Perdiz confitada com molho de
touriga nacional e cebolinhas, pudim de brócolos e dado de polenta;
Arroz doce com aroma de coco e
lima, granizado de porto Ruby e puré de maça assada com gelado de baunilha.
Tudo perfeito, parabéns ao chefe
do Palácio
do Freixo, de salientar para mim o Bacalhau e a Perdiz, apresentação
impecável, ligação de sabores extraordinária, muito bom, aconselho vivamente para
quem gosta de caça, a perdiz estava divinal.
Os vinhos todos maravilhosos, mas
para mim o que mais me tocou de aromas e sabores foi o Quinta do
Crasto Reserva Vinhas Velhas, percebe-se neste vinho toda a classe que as
vinhas velhas fornecem, diria que também nos vinhos a antiguidade das vinhas é
um posto, um vinho maravilhoso, deixo aqui o link, a não perder este vinho:
Às vezes penso se será uma boa
política para o Douro o replantar com vinhas novas, destruindo as vinhas
velhas, reduzindo as castas a 4 ou 5, aconselho que ouçam as palavras de Dirk
Niepoort, no grande documentário “As
Horas do Douro” feito pelo António Barreto e Joana Pontes, mas isto é um
desabafo dum curioso, as gentes do Douro saberão com certeza o que melhor será
para o Douro.
Conclusão: Um fim-de-semana muito
bem passado, com excelente companhia, menus e vinhos maravilhosos, o meu
obrigado às Pousadas
de Portugal, a Tomás Caldeira Cabral, eu estarei sempre disponível para
mais eventos destes. Um abraço a todos.
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